A ficha sobre a morte de Samuel Thomas Rosa, um dos dez mortos no incêndio no Ninho do Urubu, CT do Flamengo, ainda não caiu para família. O tio do jogador, Sebastião Rodrigues, ficou responsável por liberar o corpo do menino no Instituto Médico Legal (IML). No entanto, no meio do caminho, ele passou mal e retornou ao Hotel Ramada, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde estão familiares das vítimas. A van que levava seu Sebastião saiu do local e retornou minutos depois, com o tio em lágrimas após sentir a ficha cair sobre a perda. Ele foi acudido por funcionários do Flamengo e pessoas que estavam no hotel. Outro tio de Samuel, Arthur, e o primo Vinícius foram acionados então para ir ao IML. Eles chegaram ao local na manhã deste sábado para o reconhecimento e a liberação do corpo. Vascaíno, Arthur foi vestido com a camisa do Flamengo, presente de Samuel, para fazer a última homenagem ao jovem. — Sempre foi um bom menino. Sabia que eu era vascaíno, me deu essa camisa, falava que era manto, enfiava no meu corpo. Dizia: "Toma, tio. Você tem que ser Flamengo". Hoje estou homenageando ele. Deixei de ser Vasco e sou Flamengo. Entre os craques do time, Samuel admirava tanto os antigos quanto os novos jogadores, conta o primo Vinícius: — Ele gostava muito do Léo Moura, da rapazeada toda que já passou pelo Flamengo, mas admirava os jogadores antigos. Ele era muito especial. Ele queria brincar de jogar bola. Saía de casa para treinar e falava para a gente: "Vou lá para brincar. Quero ser feliz e fazer o que eu gosto". Samuel era de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, mas Arthur conta que o adolescente sempre ia para sua casa em Laje do Muriaé, Noroeste do estado: — Ele passou o fim de ano comigo em Laje do Muriaé. Toda folga que tinha, ia passar comigo lá. Apesar de toda a tragédia, Samuel será para a família sempre um herói. — Era nosso herói, nosso guerreiro. Vai fazer muita falta falta para todos nós — disse Vinícius. Fonte: Jornal Extra

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